quarta-feira, 25 de outubro de 2017

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

20 de novembro lembra a data de um líder dos Palmares, conhecido como Zumbi dos Palmares. O Quilombo dos Palmares era localizada na Capitania Hereditária de Pernambuco. Hoje fica localizada na atual região de União dos Palmares em Alagoas.

Zumbi nasceu na Serra da Barriga, quando ainda pequeno, isto é, quando tinha aproximadamente 6 anos, foi capturado e entregue a um missionário português. Batizado 'Francisco', Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa.
(Serra da Barriga- AL)

Por volta de 1678, o governador de Pernambuco, cansado do longo conflito com o Quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares, Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa; a proposta foi aceita pelo líder, mas Zumbi rejeitou a proposta do governador e desafiou a liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão portuguesa, Zumbi tornou-se o novo líder do quilombo de Palmares.
Quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança dos Palmares, em 1694 a capital de Palmares foi destruída e Zumbi ferido, mesmo assim ele sobreviveu. Dois anos depois é morto com vinte guerreiros quase dois anos após a batalha, em 20 de novembro de 1695. Teve a cabeça cortada, salgada e levada ao governador Melo de Castro. Em Recife, foi exposta a cabeça em praça pública no Pátio do Carmo.
Segundo conta a história Zumbi foi traído por um dos seus. Para alguns ele é considerado herói que lutou pela libertação dos escravos, para outros ele foi um bandido. 
A história sempre é contada do ponto de vista de cada um dos lados, isto é, na ótica do oprimido ou do  opressor. Cada um pode ter sua versão para os fato.
                                             (memorial em Zumbi dos Palmares-AL)

Portanto, no dia 20 de novembro é comemorado o dia da Consciência Negra no Brasil, data escolhida em homenagem a Zumbi dos Palmares.

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

DADOS HISTÓRICOS DE LARANJEIRAS-SE





Distantes 18 km de Aracaju, o município de Laranjeiras já foi o mais importante de Sergipe.
Laranjeiras teve sua colonização iniciada no século XVI, após a conquista de Sergipe por Cristóvão de Barros.

A presença dos padres jesuítas na região, em fins do século XVII, teve grande influência na colonização e na religiosidade. Em 1701, os padres construíram a primeira igreja convento, ela ficava à margem do Riacho de São Pedro, o nome de "Retiro"



Patrimônio histórico preservado pela Votorantim Cimentos


Em 1731 os Jesuítas começam a construção da Igreja de Nossa Senhora da Comandaroba. Em um local habitada por grupos indígenas tupi-guarani. Esses índios tinha o costume de plantar feijão, os quais chamavam o feijão verde de comandaroba. Estilo arquitetura colonial.




Antes Laranjeiras pertencia a Socorro, foi elevada a categoria de vila em 1832. Por seu grande centro comercial e exportador, em 1836 é designada como primeira alfândega de Sergipe.

A movimentação pelo Rio Cotinguiba era era imenso e o porto passou a ser parada obrigatória, em torno dele o comércio ganhava espaço, principalmente a troca e vendas de escravos. Em 1637, o povoado das Laranjeiras sofreu com os ataques e depois com o domínio holandês. Muitas casas foram destruídas, mas o porto foi preservado. Só por volta  de 1645 os holandeses deixaram Sergipe, o porto retornar a prosperidade ao povoado, que crescia rapidamente.

Em 7 de agosto de 1832, a Assembleia Geral da Província transforma o povoado em Vila independente.
Em 6 de fevereiro de 1835, Laranjeiras passa a condição de Distrito de Paz.
Em 11 de agosto de 1841, torna-se sede da comarca.
Primeiro juiz foi Manoel Felipe Monteiro.

Economia:

Laranjeiras teve na indústria açucareira sua maior fonte de renda. Abrigava centenas de engenhos e depois, usinas. Entre elas, destacaram-se Varzinha, São José Pinheiro e Sergipe.

Além da cana de açúcar Laranjeiras também se destacava pela produção de coco e mandioca, e pecuária. Tinha muitas casas comerciais e ainda tinha agências bancárias. 

Laranjeiras já foi o município mais importante de Sergipe. Berço da cultura, educação, política e economia, só não tornou-se capital do Estado devido a uma manobra política do Barão de Maruim, que trabalhou para transferir a sede de São Cristóvão para Aracaju.


Em 1860, Laranjeiras recebeu a visita do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina.

Berço cultural do folclore:

Lambe-Sujo
Cacumbi

Laranjeiras também é referência no folclore: O Reisado, Guerreiros, Lambe-Sujos, Caboclinhos, Cacumbí, Taieira, Samba de Parelha, São Gonçalo, Batalhão 1º de São João, Chegança Almirante e os Penitentes.

Filhos Ilustres:

João Ribeiro: (1860), foi poeta, filólogo, poliglota, tradutor, historiador, gramático, jornalista. Formou-se em direito no Rio de Janeiro. Foi o primeiro sergipano eleito imortal na Academia Sergipana de Letras.


Horácio Hora:(1853) foi um pintor brasileiro, e um dos mais destacados representantes da pintura do Romantismo.


Martinho César da Silveira Garcez: Foi deputado provincial de por Sergipe, presidente do Estado, senador. Foi jornalista , advogado, professor de direito no Rio de Janeiro.


Zizinha Guimarães: (1872), foi professora, dominou o português, aritmética, geografia, história, francês. Fundou a Escola Laranjeirense.
Outros: João Sapateiro, cônego Philadelfo Jonathas, dona Lalinha...